Enslaveded
Femboy
Escravizado
Índice
- Prólogo 2
- Capítulo I Iniciação 4
- Capítulo II Submissão 6
- Capítulo III Regras 10
- Capítulo IV Treino 12
- Capítulo V Enlace 14
- Capítulo VI Domina 22
- Capítulo VII Marcação e Ritual 26
- Capítulo VIII Tortura 29
- Capítulo IX Punições 34
- Capítulo X Castração e Excisão 39
- Capítulo XI
- Capítulo XII Cedências
Orgias 48
51
- Capítulo XIII Leilão e Venda 54
- Capítulo XIV Degradação 60
- Capítulo XV Fazenda 67
- Capítulo XVI Bordel 75
- Capítulo XVII Decisões 79
- Capítulo XVIII Vingança 90
- Capítulo XIX Execuções 94
- Capítulo XX Sem Rastos 101
- Capítulo XXI Notas Finais 104
- Epílogo 107
Prólogo
Ao celebrar o meu 18.º aniversário, os meus companheiros de asilo para órfãos dedicaram-me uma pequena festa com alguns bolos sortidos furtados de uma loja de conveniência assim como algumas latas de sumo e cerveja.
Era o habitual modo de viver e estar para quem não possuía nada de eu e vivia na esmola quotidiana de tutores que providenciavam algum sustento ao asilo de rapazes.
O asilo comportava uma trintena de rapazes. Conforme as idades, como a minha, éramos entregues à sorte das ruas ou, por vezes, ao cuidado de algum tutor mais compassivo.
Geralmente, estes rapazes jamais foram encontrados a vadiar ou a quem foram entregues como quem desaparecesse na escuridão sombria da vida.
O meu nome nunca o soube; nunca me foi referenciado. Tenho por alcunha “Raky” a qual nunca entendi por que me foi dada.
A minha compleição é frágil, magra, mas não esquelética, uma face imberbe, com o corpo efeminado, cabelo muito curto e louro, olhos verdes, sobrancelhas ínfimas, ancas e traseiro arredondados, com alguma penugem superficial, e a voz aflautada.
A minha pele luzidia e pálida tornava-me o mais alvo dos outros.
Os meus mamilos são estendidos num peito quase liso e o meu pénis é mediano para a idade e sem qualquer crescimento notável.
Como todos os rapazes, de várias etnias, sempre estivemos sobre medidas rigorosas de disciplina e as correcções variavam entre açoites com vara, abstinência de comida e aprisionamento em salas subterrâneas por dias consecutivos.
Nunca conheci os meus progenitores desde a primeira infância.
Frequentávamos todos as escolas públicas das redondezas e os nossos passeios diários eram repartidos entre a escola e o asilo e vice-versa.
No dia do meu aniversário, fui chamado ao responsável da escola que me ordenou que me banhasse a preceito e vestisse as calças e a camisa que estavam suspensas de uma cadeira. Não havia qualquer peça de roupa interior.
O responsável chamou o seu motorista para me levar ao solar do Senhor De Laurent, que seria o meu tutor a partir de hoje.
Entrando na viatura no banco traseira, o motorista algemou as minhas mãos atrás das costas com rudeza e me vendou com uma venda de tecido espesso. As algemas foram depois ajustadas com uma corrente de metal a um aro metálico do carro não me permitindo qualquer visibilidade e limitando-me os movimentos.
Este acto assustou-me deveras; os meus olhos ficaram marejados de lágrimas e o meu corpo tremia de temor. Não ousei falar, gritar nem sequer murmurar.
A viagem decorreu longa e ameaçadora para mim sujeito a esta inexplicável acção do responsável do asilo e do seu motorista.
A marcha do carro abrandou e ouvi o chiar de um portão a abrir-se. O som do rodado do carro indicou-me que a viatura circulava por um pavimento diferente do da estrada.
Quando a viatura parou, o motorista abriu as portas traseiras, e, alguém me retirou as algemas do anel e me puxou para o exterior.
Encaminhou-me, vendado, subindo sete degraus de escada em pedra, para uma incerta área duma qualquer sala e fez-me sentar num banco de madeira.
Não me retirou nem a venda nem as algemas. Ordenou-me que ficasse sentado, em silêncio e na quietude da minha venda. Uma porta foi encerrada sobre os batentes com algum estrondo.
Não sei quanto tempo estive nessa posição. O silêncio só era quebrado pelo som da minha respiração ofegante e temerosa. A incerteza avassalou-me e todo o meu corpo tremia. Os meus braços algemados alquebravam qualquer movimento. O pânico cresceu avassalador. Apurei o ouvido, mas nenhum som se elevou; silêncio total…
Seria que alguém estava presente? Alguém que me vigiava? O meu terror iria fazer-me gritar por socorro e/ou misericórdia? Que comportamento meu me entregou a tão cruel privação?
Quanto tempo estive isolado e imerso nos meus pensamentos aterrorizados, não saberia responder… Minutos, horas? Só a minha respiração ofegante era audível e o tremor de meus membros indiciavam-me em mais temores.
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