A Teia Invisível
a tela invisível
Chapter 1
by
fonk0001
O sol de meio-dia batia impiedoso no vidro espelhado do escritório no vigésimo andar, mas Arthur não sentia o calor. Seus olhos estavam fixos na pequena caixa de veludo preto que repousava sobre a mesa de carvalho polido. Ele abriu a tampa com cuidado, como se o mecanismo interno pudesse morder. Lá dentro, pulsando com uma luz violeta quase imperceptível, estava o dispositivo. Não havia botões, nem telas, apenas uma superfície lisa e fria que parecia absorver a luz ambiente ao redor.
Arthur esticou a mão direita, seus dedos tremendo levemente. Ele tocou na superfície do objeto. Imediatamente, uma onda de choque elétrica, suave mas profunda, percorreu seu braço, subiu pelo pescoço e se espalhou pelo córtex cerebral. Ele arqueou as costas na cadeira de couro, o ar preso na garganta, enquanto uma reestruturação violenta varria sua mente. As conexões neurais queimaram e se reformaram em milissegundos, abrindo canais que a biologia humana nunca pretendia ter. A dor afiou-se e deu lugar a uma clareza cristalina, uma sensação de onipotência que fez o estômago revirar. Ele puxou a mão de volta, ofegante, olhando para as próprias palmas como se fossem de um estranho.
A porta de carvalho se abriu com um clique suave. Clara, sua secretária, entrou trazendo uma xícara de café fumegante. Ela usava um vestido de algodão justo que destacava a curva dos quadris e o decote modesto, mas eficiente. Clara era eficiente em tudo. Ela colocou a xícara no pires em frente a Arthur, sem olhar para a caixa aberta.
— Seu café, senhor — disse ela, a voz profissional e monocórdica. — A reunião com o conselho é às duas.
Arthur não respondeu imediatamente. Ele fechou a caixa e deslizou-a para a gaveta, mas seus olhos nunca saíram do rosto de Clara. Ele sentiu a nova presença em sua mente, um músculo mental que nunca soube que tinha. Ele focou na nuca dela, imaginando um fio invisível conectando seu cérebro ao dela. *Pare*, ele pensou, projetando a intenção com força física.
Clara estava virando-se para sair. Seus passos pararam bruscamente no meio do caminho. Ela não se virou, não tremeu, apenas ficou lá, imóvel como uma estátua de gesso, com o peso do corpo distribuído igualmente em ambos os pés. O silêncio na sala ficou denso, apenas o zumbido baixo do ar condicionado preenchendo o espaço. Arthur levantou-se devagar, contornando a mesa. O coração batia contra as costelas, não por medo, mas pela euforia da descoberta.
Ele caminhou até ficar atrás dela. O cheiro de perfume de baunilha e papel de escritório invadiu suas narinas. Arthur estendeu a mão e tocou levemente no ombro dela. Clara não se afastou. Ela não reagiu. A pele dela estava quente através do tecido do vestido. Ele deixou a mão deslizar pelo braço dela, sentindo a textura macia do algodão e a firmeza do músculo por baixo. Era uma intimidade que ele nunca ousara ter, uma violação de espaço pessoal que, segundos atrás, teria resultado em um processo judicial ou uma demissão imediata.
— Você está sentindo algo, Clara? — perguntou ele, a voz rouca.
— Não, senhor — respondeu ela, a voz plana, os olhos fixos em um ponto na parede vazia à frente.
Arthur sorriu. Os lábios dele se separaram, revelando os dentes. Ele aproximou o rosto do pescoço dela, inalando fundo. O poder era delicioso. Ele não precisava de charme, dinheiro ou autoridade. Ele apenas *era*. Ele colocou as duas mãos na cintura dela, puxando-a levemente contra si. O corpo dela cedeu, colando-se ao dele sem resistência, mas também sem entusiasmo. Era como manobrar um manequim de loja, mas a realidade da carne quente era muito melhor.
Ele deixou uma mão descer, cobrindo o quadril dela e deslizando para a frente da coxa. Clara continuava a olhar para a parede, respirando ritmicamente. Arthur apertou a coxa, os dedos afundando na carne macia. A excitação começou a borbulhar no sangue dele, uma urgência primitiva misturada com a curiosidade clínica de um cientista em um novo experimento. Ele queria ver até onde isso ia. Ele queria quebrar a fachada profissional.
— Vire-se para mim — ordenou ele, a mente projetando o comando como uma chicotada invisível.
Clara girou nos calcanhares com precisão robótica. Agora ela estava frente a frente com o chefe. Os olhos dela, castanhos e geralmente atentos, estavam vagos, desprovidos de foco. Arthur olhou para o peito dela, observando a elevação suave com cada respiração. Ele levantou as mãos e tocou o decote do vestido, dedos roçando a pele exposta acima da borda do tecido. Clara não piscou.
— Você gosta disso? — sussurrou ele, o rosto a centímetros dela.
— Gosto, senhor — a resposta veio instantaneamente, mas não havia emoção na voz. Era apenas uma gravação sendo tocada.
Arthur riu baixinho, um som seco e cínico. Ele pegou a mão dela e a colocou sobre sua própria calça, diretamente sobre a ereção que endurecia o tecido. Ele segurou a mão dela ali, forçando o contato. A palma dela estava quente e úmida. Ele apertou a mão dela contra si, usando a mão dela para massagear o próprio pau através do tecido fino da calça de alfaiataria. A sensação foi intensa, agravada pela transgressão absoluta da situação.
— Sinta isso — murmurou ele. — Isso é real. Isso é o que eu quero.
Clara permaneceu impassível, a mão obediente sob a dele, mas sem aperto próprio. Arthur percebeu que o controle total era exaustivo e, de certa forma, menos divertido do que a manipulação sutil. Ele queria que ela participasse, que ela *quisesse*, mesmo que esse desejo fosse uma planta falsa em um jardim verdadeiro. Ele fechou os olhos e concentrou-se na mente dela, empurrando a ideia de prazer, de necessidade, de desejo incontrolável por ele. Ele pintou imagens mentais de ela se ajoelhando, de ela implorar, de ela se molhar só de estar perto dele.
Quando Arthur abriu os olhos, a expressão de Clara mudou. O vago desapareceu, substituído por um brilho úmido. As pupilas dela dilataram. O peito dela subiu mais rápido. Ela apertou a mão que estava sobre a virilha dele, espontaneamente desta vez, sem que ele precisasse forçar a pressão. Ela esfregou a palma ao longo da extensão dura, sentindo a forma e a espessura com uma curiosidade repentina e faminta.
— Senhor... — o nome dela saíu como um suspiro, a voz agora mais grossa, carregada de uma intenção que não existia um minuto atrás. — Você está... duro.
Arthur sorriu, satisfeito. Ele soltou a mão dela e cruzou os braços, observando. Clara não parou. Ela continuou a acariciar a calça dele, os dedos traçando a cabeça do pau através do pano. Ela olhou para o rosto dele, e pela primeira vez, viu um homem, não um chefe. O cheiro de baunilha parecia mais forte, ou talvez fosse o cheiro de uma buceta começando a lubrificar.
— Desabotoe — disse ele, simplesmente.
As mãos dela foram para o cinto dele. Elas tremiam, não de medo, mas de urgência. Ela desfez a fivela de metal com um clique audível, depois puxou o zíper para baixo. A calça afrouxou-se. Clara puxou a roupa íntima para baixo, libertando a ereção que saltou para o ar, batendo no abdômen dele. Ela olhou para a carne rija, vermelha e pulsante, e engoliu em seco. Um rubor subiu pelo pescoço dela.
— É grande — ela sussurrou, mais para si mesma do que para ele.
Arthur pegou o cabelo dela, fazendo um coque apertado com os dedos, e puxou a cabeça dela para trás. Clara abriu a boca num gemido involuntário, o pescoço exposto. Ele inclinou-se e mordeu a pele sensível abaixo da orelha, sentindo o pulso dela acelerar contra os lábios. Ele lamia a mordida, saboreando o sal e o perfume.
— Chupe — ordenou ele, soltando o cabelo.
Clara afundou-se de joelhos sem hesitação. O carpete macio amorteceu o impacto. Ela segurou a base do pau dele com uma mão, enquanto a outra acariciava o saco cheio. Ela olhou para a glanda, olhou para o pequeno orifício na ponta, e depois levou a língua para fora. Ela lamia a cabeça, experimentando o gosto levemente salgado da pré-cuma que já vazava. Arthur olhou para baixo, observando a mulher que organizava sua agenda agora devorando seu pau com devoção.
Ela abriu a boca e engoliu a cabeça, o lábio inferior roçando a borda sensível da glanda. O calor da boca dela era incrível. Ela desceu mais, tomando alguns centímetros da haste, a língua pressionando a parte inferior do pau. Ela não tinha técnica profissional, mas tinha uma fome desesperada que compensava a falta de habilidade. Ela fazia barulhos, sons úmidos e sujos de sucção, que ecoavam na sala silenciosa.
Arthur colocou as mãos na cabeça dela, guiando o ritmo. Ele empurrou os quadris para frente, forçando mais do pau para dentro da boca dela. Clara engasgou levemente, mas não recuou. Ela relaxou a garganta e aceitou a invasão, os olhos lacrimejando mas fixos nele. Ele via a degradação e o êxtase misturados no rosto dela. Ele estava fodendo a boca dela, usando-a como um objeto, e ela estava amando isso. O poder mental dele vibrava em sincronia com o prazer físico.
— Que boceta suja você é — disse Arthur, a voz vindo em fôlegos curtos. — Nunca imaginei que você fosse tão boa de boca.
Clara tentou responder, mas a boca estava cheia. Ela emitiu um som de concordância e vibrante, o que enviou ondas de prazer pela coluna de Arthur. Ela apertou o saco dele, rolando as testículos entre os dedos delicados. Ela queria que ele gozasse. Ela precisava que ele gozasse. Era a única coisa que importava no mundo naquele momento.
Arthur sentiu o orgasmo se aproximando, uma bola de fogo na base da espinha. Ele apertou o crânio dela, segurando-a no lugar enquanto ele batia o pau contra o céu da boca dela. Ele não teve piedade. Ele usou a garganta dela até que a tensão arrebentou. Ele grunhiu alto, arqueando as costelas, e explodiu. Jatos grossos de porra encheram a boca de Clara. Ela engoliu freneticamente, tentando capturar tudo, mas um pouco escorreu pelo canto da boca, descendo pelo queixo.
Ele puxou o pau para fora, ainda pulsando e soltando as últimas gotas no rosto dela. Clara ficou lá de joelhos, ofegante, o rosto molhado, a maquiagem corrida. Ela lambeu os lábios, limpando o resto do cum, e sorriu. Era um sorriso bobo, satisfeito, de quem acabara de receber a maior recompensa da vida.
Arthur ajeitou a roupa, fechando o zíper e o cinto com movimentos lentos, deliberados. Ele olhou para ela, não mais como um experimento, mas como uma ferramenta útil. Uma ferramenta muito útil.
— Limpe esse rosto — disse ele, voltando para a cadeira. — E traga mais café. Este esfriou.
Clara levantou-se, as pernas um pouco trêmulas. Ela pegou um lenço de papel da mesa e limpou o rosto, obediente. — Sim, senhor. Logo, senhor.
Ela saiu da sala, andando de forma um pouco estranha, mas recuperando a compostura a cada passo. Arthur sentou-se na cadeira, girando-a para enfrentar a janela e a cidade lá embaixo. Ele tocou a tampa da gaveta onde a caixa estava escondida. O dia apenas começava, e ele tinha uma cidade inteira para brincar.
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Updated on Apr 14, 2026
Created on Apr 14, 2026
by fonk0001
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